Loucura explícita

[ Domingo, Março 22, 2009 ]

 


Querer é poder?

Eu queria acreditar nas palavras, nas juras, nas lágrimas desesperadas, num futuro incerto, na paixão instalada.
Eu queria que a minha razão não me dissesse que era impossível um sapato de cristal agüentar o peso de uma pessoa, ainda que magra.
Eu queria pensar que o Brasil é logo ali, depois de São Gonçalo, e não do outro lado do globo.
Eu queria a inocência de outrora, que me fazia achar que amor dura pra sempre, até que a morte nos separe.
Eu queria que você soubesse que eu te quero muito. Sabe, muito?
Eu queria que você corresse, porque o amor não sabe esperar.

Pantera [11:02 AM]

Gostou? Então comenta!

[ Sexta-feira, Março 13, 2009 ]

 


Com licença, eu vou à luta.

Eu me libertei da vida que eu não queria mais. Sem muito esforço, fui me despindo do que não me servia. Como quem troca de carro e arranja um ótimo financiamento pagável em leves prestações. Lavei toda a roupa, tirei cada cheiro seu deixado nas minhas roupas que você gostava de usar. Não joguei nada fora, não foi preciso. Fui embora, lembrei de cada detalhe, até de apagar a luz. Não obtive mais notícias suas por um bom tempo. “Deve estar bem”, pensei.
Sei que você perambula por aí, tentando provar à todos que me esqueceu, que vive bem sem mim. Não se desespere, nem finja o que não sente, nem fique perdendo tempo tentando não pensar, que assim você acaba pensando ainda mais. Deixe o tempo passar, tudo vai de volta ao seu lugar. E o seu lugar não é aqui. Não é a distância que nos separa, é o amor. O amor que não sentimos. É o cadáver do amor que vivemos que nos mantém separadas. E até que a terra o recicle e o transforme em pó novamente, vele o seu morto. Acenda velas, faça uma oração. Mas não me dê explicações, não diga que me ama. Eu conheço essas palavras muito bem. Não me diga o que eu já cansei.

Pantera [10:26 AM]

Gostou? Então comenta!

[ Domingo, Março 01, 2009 ]

 


Incondicional

Não me importo se você demorou pra voltar, ou se quando voltou, não demorou e logo partiu. O que me importa é que quando você veio, veio pra ficar. Ficar de uma forma metafórica, porque quase sempre estamos muito distantes fisicamente. O mundo de coisas que passamos juntas, o tanto de gargalhadas, o tanto de lágrimas, ficou na memória de forma irreversível e não há nada que possa tirar você de dentro de mim. O tempo passou, e só fez me provar isso.
Você é aquele tipo de gente, que me faz acreditar em Deus. Acreditar que nunca estamos sozinhos, acreditar que o mundo é pequeno. Acreditar que vale a pena tudo. Os momentos ruins e as desventuras passam, o que é real, permanece.
Quando você desembarcou com sua mala e seus dois gatos no aeroporto, desembarcou também com meu coração em pedaços. Mas não faz mal, eu sei que você vai cuidar bem dele até nos encontrarmos de novo e você vai me devolvê-lo todo pregado com fitas coloridas.
Eu queria poder estar em todos os lugares que você vai, poder compartilhar com você todos os meus pensamentos, desde as coisas mais simples, as mais complexas, porque eu sei que você vai entender, porque só você entende mesmo, esse infinito insano de loucuras que rondam a minha cabeça todos os dias.
Eu tentei ser forte e não sentir sua falta, eu juro que tentei não chorar na nossa despedida, eu quis muito acreditar que seria por pouco tempo. Mas eu não consegui. Porque eu me sinto bem sozinha, eu sei cuidar de mim, eu aprendi a jogar o lixo nas segundas e quintas, você até me ensinou onde jogar as garrafas de vinho. Mas quando você está longe, eu me sinto desprotegida, quando você não está por perto, o mundo parece grande demais.

Pantera [8:21 AM]

Gostou? Então comenta!

[ Domingo, Fevereiro 22, 2009 ]

 


Romantismo glacial

Tem coisas que eu digo, que não são nada românticas, mas elas são reais. Como as notícias do Jornal Nacional. E tem as coisas que eu digo que não são nada reais, mas são românticas. Como os filmes de sessão da tarde. E a minha sinceridade me aflige às vezes, me dizendo que de uma forma ou de outra, eu estarei mentindo. Minto quando digo que não te amo, mas mentiria se dissesse que te amo também. E não confunda isso com dúvida ou indecisão. É pior, são os dois lados da moeda, porque os dois lados sempre existem, em tudo. O lado que diz que te amo, é o lado que chorou por você quando te larguei no aeroporto do Rio. Até chegar em Dubai, horas e horas depois. O lado que diz que não, é o lado que não quis se casar com você.
Porque eu quero você aqui comigo hoje, não sei se vou querer amanhã. Sou inconstante, sou desapegada, sou seletiva e muito, mas muito prática. Divorciar dá trabalho, por isso eu prefiro morar junto.
Sei que lhe parece frio, distante, mas eu sinto, sinto tudo e sinto muito, tanto quanto você. A vontade de te trancar no quarto e te ter só pra mim é romântica, mas não é real. A realidade é que eu quero ver você feliz, e não me importo se no meu quarto ou no quarto de uma outra, e isso não é romântico.

JOSÉ

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?



Pantera [1:14 PM]

Gostou? Então comenta!

[ Domingo, Maio 27, 2007 ]

 
SHOW DA MARISA MONTE EM NAGOYA


Pantera [12:31 AM]

Gostou? Então comenta!

[ Domingo, Maio 06, 2007 ]

 


Rasgando...

Ninguém nunca vai conseguir definir ao certo o que aproxima ou repele pessoas de nossas vidas.
Ninguém nunca vai conseguir definir a dor, da saudade, dos que foram, involuntariamente embora de nossas vidas.
Olhando (xeretanto) fotos de ex-amigas no orkut, eu senti uma sensação indescritível, complexa e estranha. Aqueles lugares onde eu não fui convidada, aquelas fotos onde eu não apareço, aquela roupa que eu não estava junto quando foi comprada. E aquele cabelo? Que raio de cor seria aquela? Eu vi que duas meninas com quem eu convivia muito e que pareciam um casal feliz, se separaram e eu nem sei por que.
Tem gente que acha que é impossível saber como seria se tivéssemos escolhido outro caminho, em determinado ponto de nossa existência. Se você parar pra reparar e tiver uma conta no orkut e um pouco de imaginação... Pluft! Eis que eu me vi ali. Como teria sido, se eu tivesse virado à direita e não à esquerda. A resposta estava lá. Simples assim. Eu teria ido ao churrasco aquele dia. Eu vi a foto. Vi seu rosto sorrindo, mas eu sei o que se passava no seu coração enquanto você fingia estar feliz. Eu mudei sua vida. Foi pra melhor? Espero que sim. Agora tudo passou. A curva, de tão distante, sumiu de vista. E eu não posso mais voltar atrás. Mas, mesmo que eu pudesse, não voltaria lá. Dói. Dói de engasgar, de ver tudo se apagar, de saber que um dia, nem lembranças restarão. Como João e Maria, que viram que jogar o pão não adianta. Que a única coisa que adianta, mesmo com dor, sem fôlego e cansada, é continuar olhando pra frente, é caminhar, é deixar pra lá. O que eu queria agora, mais do que guardar lembranças, era aprender a esquecer. Você bem que podia ter me ensinado como é que se apaga a saudade de quem se foi e deixou um rasgo no peito.

Pantera [2:20 AM]

Gostou? Então comenta!

[ Sexta-feira, Abril 06, 2007 ]

 


A culpa

A culpa não é sua, acredite.
Sou eu que tenho umas manias boçais, que vieram junto no pacote, quando você resolveu namorar comigo.
Manias estranhas, que eu só compreendi que eram estranhas porque já estou no meu... vejamos... sétimo relacionamento, e até agora ninguém me compreendeu.
Essa coisa absurda de achar que você deveria saber que eu não gosto de cebola, mesmo por que, já estamos há quase dois anos juntas.
Mania estranha...
Esse desejo sexual insaciável, quando você só quer transar uma vez por mês...
Mania estranha...
Ficar te perguntando sempre quando é que a gente vai voltar pro Brasil, porque eu já to cansada disso tudo aqui, e fico na expectativa de você me enlaçar e me levar embora logo daqui...
Mania estranha...
Ficar feliz por receber um salário que dá pra pagar minhas contas, comprar tudo que eu quero e ainda juntar um pouquinho, quando você fica emputecida porque acha que ainda é pouco...
Manias estranhas, meu amor...
E você ainda me pergunta por que eu estou de mau-humor...
Mania estranha...

Pantera [10:09 AM]

Gostou? Então comenta!

[ Domingo, Abril 01, 2007 ]

 


Meu querido diário

De repente me deu uma saudade enorme da época em que eu escrevia diários e vim fazer um post bem no estilo, ou melhor, sem estilo algum, do jeitinho que se escreve em diário.
Por que eu parei? Porque um dia eu percebi que, depois de escrever, não havia nenhuma graça em ler aquelas baboseiras. Sim, porque, convenhamos, só escrevemos em diários quando estamos naquela total falta de coisa melhor pra se fazer, porque quando nossa vida ta super animada: sexo, drogas e rock n¿ roll, a gente não tem tempo pra isso...
E minha vida anda super corrida, sempre. Não tenho tempo nem de ficar deprimida, o que é ótimo .
Acabei de voltar de um churrasco, de despedida de três pessoas que eu adoro muito: Marcelo, Rodolfo e Gabi. Eles trabalhavam comigo, mas estão indo embora pro Brasil. Boa viagem, meus queridos, espero que gostem dos perfumes! Escolhi com carinho...
Só consegui comer uma lingüiça com pão, mas tudo bem, não foi pra isso que eu fui mesmo... rs
O legal foi também ter podido conhecer o filhote do Anderson (o Matheus, recém nascido), o da Tiemi (o Rafael) e o da Sandra (o Milk, um maltês).
Uns vão, outros voltam... A Marília, minha irmãzinha querida está dentro do avião, com a Fernandíssima, voltando pra cá... Depois dessa confusão toda que eu tenho acompanhado pela TV, com a greve dos controladores de vôo, foi um alívio saber que, ao menos, ela conseguiu chegar em Guarulhos. Se algo desse errado, eu receberia um telefonema, mas como até agora nada, significa que está tudo sob controle e ela está vindo... Saudades dela...
Final desse mês vamos no show da Marisa Monte em Nagoya!!! To super animada! A Marília vai junto, embora ela ainda não saiba disso... rs Vai a Mirna, a namoradinha dela e a Quênia também! Pouco depois, no mesmo lugar, vai ter show da Pitty! Eu vi na revista. Ta tão baratinho... Quase metade do preço do show da Marisa... e como vai cair no feriado, talvez a gente vá também...
E a final do Big Brother? Eu já votei um montão de vezes pra Carol sair... Mas ouvi dizer que quem ta mesmo perigando sair é a Bruna...
Mas, o importante é o que importa (como diz o Renato) e quem vai ganhar o milhão é o alemão! Ele merece...
Acho que vou tirar um cochilo, mais tarde tem correria... Final de semana que vem vou lá ver a Ma!
Por enquanto, chega, já to com preguiça de escrever mais...
Beijos, beijos, beijos!

Pantera [3:17 PM]

Gostou? Então comenta!

[ Quarta-feira, Janeiro 31, 2007 ]

 


Estando já (ou ainda) com 26 anos, eu me permito continuar presa à certas coisas que muitos dizem (mas não sei se pensam) serem "passado". Eu não consigo, deixa pra lá, eu nem sei se quero. É... Acho que não quero e ponto. Minha vida é tão bonita. Será que se pode dizer isso? É meio egocêntrico, mas é tão sincero. Deixa eu "me achar", se não, não me encontro. Minha infância foi tão legal e tão triste como tantas outras, mas minha vida depois dela, foi tão especial. Foi especial, não só porque foi minha, até porque nem dou tanta importância a tudo que tenho, mas foi tão especial porque me senti tão privilegiada a cada dia. Privilégios como ter saúde, casa pra morar, comida pra comer, ar pra respirar e o mais: AMORES. Amores tão bem sentidos, tão bem sofridos, tão sempre bem lembrados, tão intensos como cada orgasmo, pra cada mulher, por cada quarto, por cada motel, por cada apartamento, kitnet que passei... E eu ainda continuo andando... Não por pressa, mas porque eu não sei parar. Às vezes eu quero, às vezes eu desisto, mas o que importa? Viver é isso tudo mesmo. É saber que todos os dias passam, todas as pessoas morrem, tudo sempre volta, um dia, ao seu ponto de origem. Se eu me perder de você, dela, da outra, de todas, de tudo, não faz mal! De qualquer jeito, eu estarei bem. Você sabe, né? Eu sei que sou doida, mas sei que você adora isso em mim. Sei que admira, embora não reconheça, que gosta pra caralho disso tudo que eu sinto, disso tudo que eu sou e disso tudo que você nunca conseguiu mudar.
Eu amo muito tudo isso que passa por mim. E sei que você também.

Pantera [9:25 AM]

Gostou? Então comenta!

[ Domingo, Julho 09, 2006 ]

 


Devaneios de uma sábado à noite

É muito esquisito essa coisa toda...
Essa coisa louca de fazer amigos... Inimigos...
O que faz uma pessoa gostar de outra, afinal?
- Eu curto Mpb, você também... Vamos ser amigos?
- Eu não curto pagode, eu não gostei de você...
É meio que assim?
Mais enlouquecedor ainda, é namorar alguém durante um tempo... E depois se tornar um estranho...
Não, dessa vez eu não estou falando de ninguém em específico, estou falando de maneira geral mesmo... Fuçando o orkut (acho mesmo que fuçar o orkut é o cúmulo da falta do que fazer, o que é o meu caso, agora), me deparei com umas pessoas (acho que umas três) que eu gostava muito e que... não gosto mais... Não converso mais... É louco, esses encontros e desencontros... Pode me chamar de paranóica, por causa desse meu vício de ficar analisando o meu passado e ficar imaginando como seria se não fosse, mas eu ainda não consegui parar e acho que isso funciona, às vezes.
Hoje eu falei com a Marília ao telefone... É sempre maravilhoso trocar idéia com ela, seja lá sobre o que for... E ela disse:
- Vocês tem que se mudar pra cá, pra ficar mais perto, pra gente se ver mais, se ver sempre, toda hora, até enjoar e a gente brigar de novo!
E eu:
- Não! Nem pensar! A gente já brigou o que tinha que brigar, já basta! Ainda mais agora que você me deu um sobrinho lindo! Quero vê-lo crescer! A gente não pode brigar mais não...
Ela é especial pra caralho e eu a amo muito... Aquela coisinha fofa do Lênin (que é a cópia do stitch!) me faz sorrir só de pensar nele...
A gente se engana muito... Não só com as pessoas... Mas com o rumo que a vida toma, às vezes, involuntariamente...
Você está um barco, de repente, o barco fura, Você não quer nadar, mas aí... Que jeito... Tem que nadar... A vida às vezes impõe certas coisas...
Hoje eu também falei ao telefone com a Kika, sobre umas fofocas e tal que aconteceram... Foi péssimo. Uma coisa fria, distante, uma tensão na voz... Sei lá, que porra que aconteceu com a gente... E a gente se perdeu...
Eu fico olhando pensativa, pras pessoas ao meu redor, pras fotos da minha festa de aniversário... E me pergunto: - Quantas delas sobreviverão ao meu próximo aniversário? Quais delas sairão da minha vida sem deixar rastro de novo? Será que eu devo me deixar apegar a esse povo de novo? Pra, quem sabe, acontecer como aconteceu com a Kika, ou com tantas outras pessoas que eu amei e que se foram? Ou eu devo deixar rolar, porque o futuro a Deus pertence, e pode ser que eu consiga fazer como com a Marília, que está em todas as fotos, de todos os anos, desde que nos conhecemos?
Well... De qualquer forma... Deixo aqui um apelo:

Marília
Irmãzinha querida... Se eu me perder de você, me procure! Você sabe que eu não tenho senso de direção!
Te amo.


Pantera [3:28 AM]

Gostou? Então comenta!

[ Domingo, Julho 02, 2006 ]

 
Party



Essa noite comemorei meu aniversário... Foi master!!! Adorei tudo...
Valeu, gente...


Melissa, eu, Simone
Érico, Maurício e Mirna

O Brasil perdeu da Itália... Pootz...

Pantera [1:29 PM]

Gostou? Então comenta!

[ Sábado, Julho 01, 2006 ]

 


O chato

Fiquei foi com raiva mesmo, e até agora estou.
O que eu falei de errado? Por que aquele cara sempre encana de ser escroto comigo? Eu vivo fugindo de ir embora no carro dele, mas às vezes não rola, só tem ele ou ir a pé, o que é surreal... Meia hora de carro deve demorar quanto tempo andando? Pois é... Inviável.
Da outra vez ele só faltou me mandar calar a boca, porque eu não deixava ele falar. Só estava tentando ser simpática, amigável. Uma outra vez ele encanou que a Dede estava morando na minha casa, num dia que eu acordei atrasada e ele me levou pro trabalho.
- Não! A Dede não mora lá! Ela dormiu lá! Ou será que eu não posso receber visitas no meu apartamento?
- Claro que pode, só estou te avisando que se a empreiteira descobrir que a sua "amiga" mora lá, vai dar problema pra você... Você sabe, o contrato...
- Cara, to falando grego? Ela não mora lá, ela dormiu lá! E outra, ninguém nem sabe que ela dorme lá às vezes, só você, e se você não contar, não tem como o pessoal do escritório saber. E se eles souberem, vou saber que é você.
Calou a boca na hora, também, a essa altura, já estávamos quase chegando na fábrica.
Puta cara chato! Homem quando tem o dom de ser fuxiqueiro, é pior que mulher...
Hoje, pra completar, além de não ter outra opção, a não ser ir com ele, porque o Mário ficou fazendo hora extra, ainda tive que ir na frente, pois fui a última a chegar, e o lugar vago que sobrara... Pimba! Lá fui eu sentar do lado dele e olha que diálogo patético:
O chato: ... Como era o nome daquela menina que morava na linha do trem? Acho que era Vanessa, eu sempre esquecia dela, não me lembro, na verdade, nem do nome...
Midori: É uma que trabalha de manhã?
O chato: É uma altona, casada.
Midori: Eu acho que sei quem é, mas não sabia que ela era casada! Achei que ela fosse solteira, ela tem cara de solteira.
Eu: Ah, eu acho que ela tem cara de casada sim... (pra que que eu fui me meter? Devia ter ficado quieta.)
O chato: E tem essa é? Cara de casada, solteira?
Eu: É tem, você, por exemplo, tem cara de solteiro, à pesar de ser casado. (Pô, eu quis dizer que ele é jovem, tem cara de novinho, que ainda não casou, sabe como é? Foi um elogio! Juro!)
O chato: E você tem cara de tico tico no fubá!
As pessoas dentro da wagon fizeram aquele minuto de silêncio, sabe? Ficou aquele ¿climão¿ e eu insisti em perguntar: O que significa isso???
O chato: Ah, como eu vou explicar... É uma pessoa que não é casada...
Eu: Então é uma pessoa solteira?
O chato: Não. Também não é uma pessoa solteira.
Eu: Se não é casada nem solteira, o que é afinal???
O chato: Tipo... que mora junto mas não é casada... Como se diz... amigada?
Eu: E qual a diferença da casada pra tico tico no fubá? O papel?
O chato: É. O papel.
Puta que pariu, não tava acreditando que era aquele assunto de novo, ele insistindo que a Dede mora aqui? Já faz uns seis meses desde aquela conversa e ele ainda na mesma tecla.
E qual foi? Ele se ofendeu porque eu disse que ele tinha cara de solteiro? E desde quando é vantajoso ter cara de casado?
Por que, ó meu glorioso Pai eterno, ele quer tanto saber se eu moro com a Dede, com quem durmo, com quem sou amasiada, etc?
Posso ser tico tico no fubá, não me importo com rótulos, ainda acho melhor do que ser inconveniente, intrometido, fofoqueiro, etc...

Da próxima vez, eu prometo, vou ficar de boca calada, ou pelo menos, vou tentar...

Pantera [7:23 AM]

Gostou? Então comenta!

[ Terça-feira, Junho 27, 2006 ]

 


Hoje é meu aniversário...
26 anos


Pantera [1:00 PM]

Gostou? Então comenta!

[ Domingo, Junho 25, 2006 ]

 


Meu tio morreu

Nem sei o que "dizer". O que se diz nessas horas? Eu sinto muito... Pois isso eu disse. Mas é algo como dizer : bom dia!
Faz sentido? Faz não. Me sinto muito ridícula quando alguém que eu conheço morre. O Carlinhos do beco também morreu. A Aládia morreu. É muita hipocrisia da minha parte, quando se trata de morte, eu sempre digo que morrer é apenas uma passagem, uma mudança de estado, ninguém deixa de existir... Mas e quando alguém que eu conheço morre? Eu choro. Eu sei. Não tem coerência, é ridículo, à pesar de ser bem natural. Eu realmente acredito em reencarnação, alma, espírito, além e coisa e tal... Mas às vezes... Principalmente quando alguém querido morre... Tenho aquelas crises: Deus existe? Como foi que ele deixou acontecer isso? Etc... E se eu estiver enganada? E se reencarnação for uma idéia que tiveram pra suavisar a morte?
Tenho tentado dizer para as pessoas o quanto eu as amo, vai que elas morrem e eu não tenho tempo de dizer? Eu sempre me preocupo com isso. Não dá pra ficar se perguntando se existe vida após a morte, se Deus existe mesmo, se vou reencontrar as pessoas depois que morrer. Só vou saber disso quando passar dessa pra uma melhor, se é que existe esse lugar melhor. Então, me preocupo com o que é viável. E o viável é: Dizer para as pessoas que eu amo, o quanto eu as amo. Porque seja lá como for o funcionamento da vida, se tudo isso for mentirinha, ou verdade verdadeira, não importa, elas morrem sabendo... Que eu amo... Não sei nem se isso importa pra elas, mas importa pra mim, então eu digo. Prefiro me sentir ridícula dizendo que amo, mesmo fora de hora, do nada, do que me sentir ridícula de não ter contado... E eles morrerem sem saber.

Pantera [5:02 PM]

Gostou? Então comenta!

[ Domingo, Junho 11, 2006 ]

 


AAAAAAAaarrrrrrrrrgggggghhhhhhhh!!!

Eu tenho que escrever alguma coisa, se não, vou explodir.
Eu to com saudade, muita, muita saudade... Aquela saudade de ficar doente, de dormir chorando, de enlouquecer...
É aquela saudade que não se pode matar, de alguém que mora perto, mas não quer te ver.
Aí surge aquela inveja, das pessoas que podem e falam com ela.
Não é ciúme de quem dorme ou trepa com ela, não é isso. É inveja de quem pode dizer: Bom dia! Tudo bem? Como você ta?
Minha amiga... minha querida... minha fofinha...
I miss you much...

Controle
Lulo Scroback

Eu tento tudo antes de sair
eu tento tudo antes de gritar
eu peço a Ele pra te abduzir
deleto a senha de te encontrar

faço de tudo pra não implodir
navego longe onde não tem mar
monitorando o seu existir
me torturando pra conectar

refrão:
e o mais difícil é ter controle
nas horas claras da escuridão
reflexo inverso da tua prole
um novo vácuo entre as respirações
tudo de novo e pra valer
só tem você
em meio a multidões
tudo em braile, tudo em áries
tritura e moe os nossos corações

estou em outra dimensão
metamorfose
caminho em outra direção
mudei de fase
estou em outra dimensão
metamorfose
caminho em outra direção

faço de tudo pra não cair
subo de ré, mas chego ao teu hangar
falta um minuto pra evoluir
já estou pronto para te mutar

eu ligo tudo, eu ligo para ti
eu estou só mas não estou na ilha
pra te encarar e um novo existir
estou no centro
a bala tá na agulha

refrão

ando calado para não cuspir
pra não morder eu tenho estado manso
faço de tudo para não cair
nestes teus olhos telas de descanso

depois de tudo veio o vendaval
no meu varal sobrou só esperança
tudo é Dali, e tudo é virtual
tudo o que é mal só tem quem não me alcança

repete refrão


Pantera [7:58 AM]

Gostou? Então comenta!
visitas. online